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16 de Agosto de 2022

Diário de um agente penitenciário: “Justiça Divina”

Canal Ciências Criminais, Estudante de Direito
há 7 anos

Dirio de um agente penitencirio Justia Divina

Por Diorgeres de Assis Victorio

A primeira fase da reclusão, em que a lei o obriga ao isolamento, é infernal. Homens casados, amancebados, ou com liberdade de comércio carnal, quando sujeitos, de um dia para outro, a uma abstinência forçada, na maioria das vezes, rebelam-se, revoltam-se espiritualmente, e podem tornar-se até perigosos, porque são sujeitos a impulsões súbitas, a descontroles instantâneos. A natureza é impiedosa. Não tem compaixão do recluso. Acumula, no seu organismo, secreções reprodutoras, hormônios excitantes, que levados ao sangue, transformam o homem numa espécie de jaguar engaiolado. O cio é peor (sic) do que a fome, porque esta defende o individuo, enquanto o outro é o grito da espécie, protestando pelo seu direito de ser vida e amarfanha a alma como uma tenaz de fogo. (TORRES, Dionísio Gonzalez. PARANHOS Ulisses. O problema sexual nas prisões. Revista Penal e Penitenciária. São Paulo: 1940, p. 304-305) (g. N.)

Era uma segunda-feira na cadeia. Nós agentes não gostávamos muito de trabalhar nas segundas-feiras porque é um dia muito agitado. Sempre há problemas para serem solucionados, como a não entrada de visitas, visitas presas por tráfico de drogas, dentre outras diversas coisas. Muitos presos pedem para conversarem com os diretores da Unidade Prisional, para buscarem informações sobre os fatos ocorridos durante a visitação. Uns para saberem informações sobre a prisão de sua “esposa”, outros para incluírem “amásias” em seu rol de visitantes, tendo em vista que uma visitante de um preso “amigo” seu “lhe arrumou uma companheira”. Prostituição na cadeia sempre existiu e sempre existirá.

Lá estava eu escalado no Raio I, Raio dos presos que estão com a pena privativa de liberdade para “vencer”, estupradores, “garotos da cadeia” (homossexuais), presos que trabalhavam na faxina da Administração, no Setor de cozinha, dentre outros. Posso contar nos dedos da mão os dias que tive a oportunidade de trabalhar no Raio I. Eu não gostava de trabalhar muito naquele local, estava acostumado ao fundão da cadeia, já tinha me acostumado a ver mortes e muitos duelos entre os presos e estava acostumado a andar próximos de presos armados. Eu gostava de trabalhar no “barril de pólvora” (sem sombra de dúvidas eu já tinha sofrido os efeitos da prisionização e não tinha reparado nisso). Me sentia como um preso morador do Raio I (me sentia no Seguro) e isso mexia com meu “orgulho” de agente penitenciário, infelizmente essa é a realidade.

Nós que trabalhávamos no fundão da cadeia e que éramos zeladores de Raio éramos pessoas que tínhamos muito controle emocional de situações de “stress extremo”. Eu não entendia porque eu estava trabalhando no Raio dos Seguros. Era estranho o tratamento desses presos comigo. Eles sabiam que eu trabalhava no “fundão” e que era zelador do Raio II, muitos nem se aproximavam de mim. Eu já tinha feito a minha fama na cadeia de agente “zica” (severo). Quem vinha conversar e pedir algo para mim eram os presos homossexuais, “todas” muito “curiosas” da minha presença ali. Perguntavam sobre os presos lá do Raio II onde eu era zelador. Eu sabia que esses presos eram “maridos delas na cadeia” e que as mulheres dos presos não sabiam que nos dia de semana, eles tinham outras “mulheres” na cadeia. Na antiga Casa de Detenção de São Paulo existiam “travecos” que geravam mortes, porque os presos os disputavam entre eles, para ver quem será o marido delas na cadeia. Uns chegavam até a comprar o “traveco” e muitos se casaram na cadeia. Vi alguns que eram bem “femininos”, falavam fino, eram “siliconadas”, usavam cabelos longos, maquiagens e etc..

O dia no Raio “andava em marcha lenta”, as horas não passavam e a monotonia me “matava”. Eu conseguia perceber o grau de criminalidade que aqueles moradores daquele Raio apresentavam, isso era nítido, era ínfimo, mas a “caguetagem” “corria” direto, não era à toa que os presos do fundão diziam que era um “Raio sem futuro” e sempre diziam que se a “cadeia virar” (tiver uma rebelião) eles iam descer ao Raio I e “matar àqueles sem futuro”.

Nisso o meu “sexto sentido” de “guarda” disparou. Havia algo de anormal no Raio, eu sentia isso no ar. Comecei a ver muitas movimentações dos “irmãos” (evangélicos) da cadeia. Eles estavam muito agitados. O interessante é que esse grupo de presos vive muito isolado, eles não se misturam com a massa carcerária, são extremamente seletivos em seu convívio, usavam roupas sociais como também usam os evangélicos na “rua”. Andavam afoitos de um lado para o outro do Raio e sempre com a bíblia embaixo do braço.

Até aquele momento ninguém tinha vindo até mim “caguetar” o que estava acontecendo, eu estranhava isso, porque a população carcerária via de regra não gosta muito deles não, porque muito deles são criminosos que praticaram estupros e estão presos por esse motivo e os presos dizem que: “Aí na cadeia viram irmãos para não sofrerem mais estupros, extorsões e apanharem. Isso não é coisa de sujeito homem na cadeia, se esconder atrás de bíblia”. O ódio a essas pessoas sempre existiu e sempre existirá em uma cadeia, estarão estigmatizados por todas suas vidas. Sempre sofreram muito na cadeia e “cadeia é um lugar onde o filho chora e a mãe não ouve”.

Eu já começava a entender porque eu estava ali naquele dia trabalhando, algo estava para acontecer naquele Raio. Os “irmãos” começaram a subir a escada, eram muitos (o Raio I era o Raio que mais possuía presos que “resolveram” serem irmãos, eram mais de 20 no total). Comecei a escutar discussões, mas pensei comigo que discussões são coisas muito normais na cadeia, pois todos ali sofrem com as mazelas do cárcere, mas de repente comecei a escutar uns barulhos estranhos, parecia que alguém estava sendo agredido, e de discussão passou a ser gritarias. Eis que mais uma vez escuto o conhecido brado da cadeia: “Vai morrer!”.

Levantei da cadeira e subi a escada correndo para verificar o que estava acontecendo, eis que um preso passa por mim correndo, muito assustado. Desci a escada atrás dele e dei um “pano” (revistei) nele. Ele estava desarmado, mas com a boca e olhos machucados e alguns arranhões pelo corpo. Ele estava muito assustado com o linchamento. Eu sabia que ali ninguém iria matá-lo, afinal de contas, estávamos no Raio I e nunca tinha ocorrido um caso de homicídio naquele Raio. Eu o levei à enfermaria e o questionei sobre o que tinha ocorrido. Ele como um “bom morador” do Raio I não fez por menos e entregou todo mundo, dizendo que tinha sido agredido pelos irmãos, que em uma covardia o agrediram, quase o “linchando” até a morte. Perguntei se ele também não era “irmão”, e disse que era sim e que não é mais, porque não quer participar mais da igreja deles, porque não podem agredi-lo assim. Perguntei se o mesmo sabia do motivo das agressões e ele me disse que estava sendo acusado por eles de no dia de visita, ter “mexido” com uma criança durante a visitação, mas que isso era mentira, que ele é um filho de Deus e que não faz essas coisas.

Não pude resistir e perguntei ao mesmo por qual crime ele estava preso, e ele respondeu: “Artigo 213, mestre”. O mesmo não teve condições de voltar ao Raio I. Foi ainda perguntado se ele não queria procurar uma “gaiada” (cela, local para morar) no Raio II e no Raio III e nos respondeu que não tinha condições de habitar nenhum Raio daquela Unidade Prisional e solicitou ir para o “seguro” dizendo que iria para lá, mas que era inocente e que não mexeu com ninguém. Já nos deixando claro que o mais rápido possível queria ser transferido da cadeia porque temia que invadissem o seguro e o matassem como via de regra sempre acontece nos casos de rebeliões. Voltei ao pavilhão e fui conversar com os “irmãos” (eu queria saber dessa história). Um preso me disse muito revoltado, rodeados por muitos outros presos “irmãos”:

“Mestre esse preso chegou da rua marcado pelo pecado do sexo, nos pediu para fazer parte da nossa igreja. Explicamos para ele que na nossa igreja temos regras rígidas, como por exemplo, não assistimos televisão, temos os horários fixos para rezar, não fumamos e não admitimos que fumem dentro de nossos “templos” (tratam a cela como templos, como igrejas). Ele nos disse que iria seguir tudo certinho, nós sabíamos do qual crime ele tinha praticado na rua, mas ele disse que tinha pedido perdão a Deus e estava muito arrependido de tudo e que nunca mais iria praticar qualquer outro crime. Nos disse que queria ser pastor e seguir a religião fervorosamente. Nós demos essa oportunidade a ele. Mas ontem mestre, ele mexeu com uma criança que é filha de um outro “irmão”. Falamos para ele sair da igreja que a gente não o queria mais junto a nós e ele disse que não fez nada e que aquilo era um absurdo o que estavam fazendo, acusando-o de uma coisa que ele não fez, mas a filha do irmão não ia mentir, pois isso é um fato muito grave, e nós perguntamos ao irmão, pai dessa criança, e ele nos disse que tinha acontecido”.

Aí eu perguntei a eles se eles não eram irmãos e responderam que sim. E indaguei “como que irmãos assim batiam em outro irmão”, que eu estranhava isso porque não era isso que eu entendia sobre a religião deles, que inclusive achava que aquilo era um grande pecado, porque Deus tá vendo tudo e viu o que eles fizeram com um filho dele. Mais que rapidamente um preso fez uso da palavra: “Mestre, Deus não viu não!”. E eu disse que ele viu sim que ele vê tudo, que é onipresente.

Eis que ele me disse com todas as letras: “Mestre quando é assim a gente pede para Deus virar de costas, para ele não ver o que a gente vai fazer, e aí a gente bateu muito naquele sem-vergonha”. Quando ele me disse isso eu pensei, depois dessa não pergunto e não falo mais nada, dei-me por satisfeito. Aprendi que até nas igrejas das cadeias existiam punições e regras de conduta criadas por eles.

É, cadeia é realmente um lugar de fazer “loucos”.

Fonte: Canal Ciências Criminais

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29 Comentários

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Dr. Diorgeres, gosto muito dos seus artigos, acho válido um livro de sua autoria! Está me ajudando muito no meu TCC, muito agradecida pelos artigos. continuar lendo

Obrigado ...Um dia escreverei esse livro...rsrs Fico feliz sabendo que estou contribuindo com seu TCC... continuar lendo

Ótimo texto. Leio todos e gosto muito. continuar lendo

Obrigado ..Fico feliz que sempre os lê ... continuar lendo

Senhores, prezado Autor, antes de tudo parabéns pela sua obra:

Esses crentes são da pesada, mesmo, bom exemplo para refletirmos o que o Cárcere, a Bíblia, a Fé e a Religião podem fazer nas pessoas e pelas pessoas. Se você ler este texto sob a ótica da filosofia exclusivamente humana, não entenderá absolutamente nada. É melhor não ler, agora se desejar ler com os bons olhos da fé, da razão e da metafísica, você então enxergará e compreenderá o que vou dizer. Antes de qualquer coisa leia I Coríntios 2:14. Até não sei se o espaço aqui é apropriado para o que vou dizer, mas pelo sim e pelo não, vamos lá e boa leitura!

Vou tentar sintetizar:

A Bíblia em si mesma não salva ninguém e ponto final. A Fé sem obras é morta, Tiago 2:26; e a Igreja sem Cristo não passa de um clube social. A Igreja é um hospital, alguém disse isso, e acho que tinha toda razão em dize-lo. Quando as pessoas resolvem frequentar uma Igreja ou seguir um credo, falo do cristianismo, porque não tenho o "feeling" de outras religiões fora dele, elas ingressam numa espécie de sanatório espiritual para se tratarem das doenças da alma com seus traumas, conflitos e propensões carnais (concupiscência), autossuficiência, arrogância, maledicências, orgulho, lascívia, etc.. Tratar da natureza humana não é fácil, exige de cada um que se submete ao amor e Cristo, humilhar-se, como o alcoólatra se humilha perante os seus familiares para reconhecer que é um dependente químico e precisa de tratamento, apoio e do amor dos seus ente queridos. Nem se falar dos viciados em outras drogas químicas como o craque, a cocaína, metanfetamina, entre outras. Li que alguns rotularam os personagens do relato dizendo que estas pessoas simplesmente se escondem atrás da Bíblia e até pode ser, mas como já dito não nos cabe julga-los.

Os presos em verdade são o reflexo da nossa imagem distorcida, invertida, porque todos temos potencial criminoso dentro de nós, que é o nosso "curriculum" oculto desconhecido, a diferença é que apenas os mantemos retidos por uma disciplina intelectual, nos porões da nossa alma no sistema social de "pesos e contra-pesos", eles não, estão presos porque não conseguiram acorrentar suas propensões para o mau o suficiente para mante-las sob o domínio da razão. A jaula que aprisiona a pessoa má que existe dentro de nós chama-se "razão" e a "força de vontade" que a ela se submete é a chave do cárcere que o libera para matar, roubar, estuprar, enganar, mentir, trapacear, maldizer, trair, adulterar, fornicar, etc.. Quem nos diz que somos mau? quem nos mostra que erramos? Quem nos condena pelo mau cometido? Minha resposta, é a lei, simples assim. A lei, que não é nada mais nada menos que um conjunto de normas e padrão de conduta equilibrado. E quem nos liberta das penas da lei? No âmbito social, a ressocialização pela reclusão carcerária (utopia? Pode até ser, mas esse é o objeto da pena). Mas no âmbito moral e espiritual? Só Jesus Cristo, o justo que nos oferece a sua cura em lugar das nossas chagas para nos libertar definitivamente do homem mau que existe dentro de cada um de nós, quer estejamos presos ou não.

É mais ou menos assim meus amigos!

Essa foi a boa razão para Cristo se deixar moer por nós a ponto de morrer em nosso lugar, para que eu que sou cheio de maldades recebesse a sua justiça e o inocente morresse em meu lugar com malfeitor. É um processo expiatório! Ele morreu no lugar do "Pedro ladrão", do "Joaquim adúltero", do "Dirceu corrupto", da "Maria prostituta", do "João mentiroso" e daí por diante. O termo expiar teologicamente quer dizer purificar, limpar, expurgar, logo no processo de salvação da humanidade Cristo expiou os nossos pecados oferecendo-nos a salvação sem nenhum mérito nosso, porque os méritos foram dEle que se dispôs a sofrer em nosso lugar; não há mérito nenhum em nós porque se houvesse com certeza nos vangloriaríamos de qualquer coisa, razão pela qual a salvação, a justificação e a santificação é exclusivamente pela fé em Cristo Jesus.

Analogicamente também no sistema carcerário ocorre um processo "expiatório", porém não de ordem espiritual, mas moral, intelectual e psicológica ao que chamamos de "ressocialização". Muitas vezes o que o sistema carcerário não consegue fazer, através dos seu aparelhamento, o cristianismo, quando genuíno, faz, ou seja, a mudança radical do ser como um todo.

Então, voltando ao tema da da Igreja, não nos esqueçamos que na Igreja há Joio e há o Trigo e não cabe a nós dizer ou julgar quem é quem. Cristo é o ceifeiro e conhece quem são seus filhos, Mateus 13, 25, 29 e 30. Cada qual deve cuidar de si mesmo e se puder ajudar alguém tanto melhor, se não, fique na sua e cuide para que não caia, I Coríntios 10:12.

Me sinto tentado a avançar um pouco mais nesse tema, me desculpe: A "conversão" é obra de um momento, mas a "santificação" pode durar uma vida toda. É possível que estes homens citados pelo Autor ainda tenham que crescer na graça, abandonar hábitos, atitudes, etc., adquiridas ao longo da vida, mas com certeza já evoluíram para melhor melhor numa escala de zero a cem. Deus não olha atitudes isoladas e nem nos vê como enxerga o homem, Ele enxerga o conjunto, o nosso potencial para melhorar, lendo nosso interior e o que poderemos ser pela sua Graça transformadora. Tudo depende da reta ação da vontade e esta Deus não pode mudar se não desejarmos a sua mudança. A escolha de mudar nossas vontades é nossa a de transformar corações é de Deus. Ninguém sai restaurado por completo do tanque batismal, a água do batismo não faz milagres instantâneos, mas faz homens decididos a mudar de vida pela fé em Deus! A palavra de Deus (Bíblia) não nos salva, mas nos mantém salvos. Salvação não é uma coisa ou um objeto palatável, salvação é uma pessoa, Cristo! A conversão (salvação) é instantânea, e é pela fé em Jesus operador da nossa justificação, Efésios 2:8. Em Cristo todos temos a salvação, todos, bons ou maus, ricos ou pobres, doutos ou indoutos, sem exceção.

Caros leitores, Deus não quer mudar apenas condutas, atitudes, aparências, embora isso tudo faça parte do seu projeto de revitalização da alma pecadora. O que Deus faz vai além de processos psicológicos de aprisionamento das nossas propensões para o mau com correntes tão fortes que as aniquilemos, Ele quer e pode fazer mais do que isto, Ele pode nos "libertar" definitivamente da nossa "natureza defeituosa" a ponto de restaurá-la completamente de tal forma que sintamos repugnância dela e de suas consequências.

Desculpem a extensão do texto... continuar lendo

Boa tarde!!!
Excluindo as partes que tratam de partes sem comprovação empírica, o texto tem sua validade. A que mais me chamou a atenção foi que Jesus Cristo não morreu pelos pecados de ninguém e nem expiou pra ninguém e nem por ninguém.Sua humilhante morte foi consequência de sua atitude frente á sociedade hipócrita em que vivia.E sua morte não deu resultados pois que o homem é e será mau, tanto que dois mil anos depois os mesmos problemas assolam a sociedade, consequência direta das mesmas ações individualistas do homem de hoje,ficando nada a dever ao homem de ontem.Basta traçar um paralelo entre a parcela pobre de hoje e a do tempo de Jesus;a parcela rica de hoje e a daquele tempo.E aproveitando,fazer um paralelo entre a política de hoje e aquela de lá...entre o poder podre religioso de hoje e o do templo em Jerusalém.Ao final,faça o questionamento sobre a validade do sacrifício de Jesus baseado nos resultados práticos de dois mil anos de estrada. continuar lendo

Gostei do seu artigo. Uma abordagem envolvente. continuar lendo