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22 de Maio de 2017

O bandido bom e as selfies com Eike Batista

Canal Ciências Criminais
há 4 meses

O bandido bom e as selfies com Eike Batista

Por Daniel Kessler de Oliveira

Recebo do amigo e brilhante professor Cássio Benvenutti uma reportagem que mostra brasileiros tirando selfies com Eike Batista no aeroporto de Nova York.

Bom, creio que todos sabem, pelo tanto que fora divulgado que o empresário brasileiro teve sua prisão preventiva decretada e embarca para o Brasil com rumo certo para um estabelecimento prisional.

Mas e por que razão brasileiros tietam um indivíduo com uma prisão preventiva decretada e que está se entregando para a polícia?

A mesma reportagem destaca provocações, xingamentos por parte de outras pessoas, mas revela, também, muitos que elogiavam o empreendedorismo do milionário brasileiro.

Pois bem, não adentrarei aqui na seara das acusações que pesam sobre ele, tampouco da decisão que decretou a sua preventiva, por não ser este o foco que pretendo trabalhar.

O que quero refletir, para tentar alcançar alguma possibilidade de compreensão, é o porquê da existência de um filtro de seletividade na definição do bandido para grande parcela de nossa sociedade.

Por que uma sociedade repleta de cidadãos de bem, que enchem a boca e estufam o peito para bradar frases como: bandido bom é bandido morto ou a clássica: direitos humanos para humanos direitos, chegando a mais nova e vergonhosa: menos corrupção e mais chacina não sente a mesma ojeriza quando se trata de um bandido do naipe de Eike Batista?

Simples. Vivemos em uma sociedade doente, por diversos fatores, mas uma sociedade extremamente dependente e escrava do capital, onde o dinheiro tudo compra, inclusive o respeito.

O mesmo cidadão capaz de enaltecer as virtudes de Eike Batista e cumprimentá-lo pelos seus feitos é capaz de vibrar com o linchamento público de um jovem que tenha sido pego furtando algum objeto ou com os números de mortos nas chacinas em prisões.

Não se trata de defender nenhuma das condutas, as pessoas que cometeram crimes devem sofrer o devido processo e receber a justa punição, independente de quem sejam.

Mas é comum vermos como o ódio ao bandido na maioria das vezes se projeta como mais uma das faces do ódio aos pobres, aos menos favorecidos.

Os ditos cidadãos de bem não se projetam no jovem da favela, mas deliram na possibilidade de se projetar em um indivíduo como Eike Batista.

Um indivíduo como Eike é o que eles querem ser, é o que sonham em representar, pelo que ele fez? Não, mas pelo que ele tem (ou teve).

Uma sociedade em que trata bem as pessoas pelo que elas têm, sendo irrelevante se o caminho percorrido fora lícito ou ilícito.

Quantas vezes ao questionarmos o ganho de alguém, não somos taxados de invejosos ou ao duvidar do ganho lícito de alguma pessoa não somos surpreendidos com frases do tipo: Mas ele tá rico e tu?

Isto são faces de mais uma dentre tantas doenças sociais que as redes sociais não criam, mas escancaram, os fins justificam os meios e tudo é válido nesta corrida insana em busca do dinheiro e do poder.

Obviamente que aqui não tem nenhum discurso hipócrita de ódio ao dinheiro, todos queremos conquistas em nossas profissões e não é feio almejar uma boa ou ótima condição financeira, mas como nos ensinou Frejat: é preciso dizer, ao menos uma vez, quem é mesmo o dono de quem.

Ou seja, nesta sociedade submissa ao dinheiro, o bandido pobre merece a morte, o ódio, a prisão apodrecida, enquanto o bandido rico, no fundo recebe minha inveja, minha ira por não ter sido eu a viver aqueles momentos e obter aqueles ganhos.

Um vizinho traficante, corrupto, sonegador, que me convidar para passear no seu iate e me proporcionar alguns momentos de pura felicidade ganhará o meu respeito e tudo o que ele tenha feito de errado será secundário e aqueles que tentarem me alertar, serão recalcados que não tiveram os méritos deles.

E, infelizmente, assim segue a vida em terrae brasilis, com argumentos e jargões carregados de doses cavalares de hipocrisia e contradição entre eles próprios.

Esta reflexão não tenta bradar a pena de morte ao Eike Batista, como não a defende em nenhuma outra hipótese, também não acho que ele deve ser recolhido ao presídio nas condições dos nossos estabelecimentos e sofrer com uma chacina, apenas não entendo o seu trato como herói, justamente pelas pessoas que tanto querem matar os bandidos.

Esta reflexão serve mais uma vez para que não nos deixemos cair na sedução do discurso pronto e falacioso do cidadão de bem.

Primeiro, quem define quem é o cidadão de bem? O bandido bom é o bandido morto, mas quantos cidadãos de bem também não são bandidos. Ah, mas o meu crime é diferente, dirão eles. Sim, sempre é diferente, sempre há uma justificativa.

O problema, que precisamos enxergar, é que tudo não passa de uma forma de punir e de esconder através de uma política encarceiradora: o pobre.

Uma leitura atenta do Código Penal e das leis dos crimes tributários nos permite ver qual o bem jurídico que recebe maior tutela, porque um furto recebe um tratamento mais severo do que uma enorme sonegação, dentre tantas outras passagens que evidenciam isto.

O Direito Penal foi feito para punir o pobre e esta grande parcela da sociedade ou não enxerga isso ou, pior, enxerga e concorda, mas por falta de coragem de defender em voz alta, finge que não vê.

E, assim seguimos, bradando o horror à criminalidade e tirando selfies com acusados de crimes, enaltecendo a seletividade social de nosso ódio.

Fonte: Canal Ciências Criminais

Portal jurídico de notícias e artigos voltados à esfera criminal.
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Disponível em: http://canalcienciascriminais.jusbrasil.com.br/artigos/423879521/o-bandido-bom-e-as-selfies-com-eike-batista

293 Comentários

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O texto ignora dois fatores importantes:

1) Sim, existe (em todos nós) uma espécie de "simpatia com o bom ladrão". Aquele rouba de quem é tanto ou mais rico e não agride ninguém. Aquele personagem (geralmente o principal) dos filmes de "ação" e "grandes roubos", por quem todos torcem para que, no final, fique com o dinheiro roubado e saia navegando, impune, abraçado numa bela mulher, num belo iate em direção ao por-do-sol...
Essa é uma "distorção" clássica que não pode ser super-simplificada numa selfie com Eike Batista (especificamente).

2) Fazer uma selfie com alguém conhecido não é, necessariamente, dar-lhe crédito ou, muito menos, apoio.
Tratava-se, naquele momento, no aeroporto, da pessoa de quem mais se falava nos últimos dias.
Trata-se, ainda mais, de um momento histórico, antes impensável para nós brasileiros: o homem MAIS RICO do país (mesmo que agora já nem tem o mesmo posto) estava A CAMINHO DA SUA PRISÃO!
Acredito que as pessoas interessadas em se aproximar, falar e fazer selfies com Eike estavam querendo registrar a sua presença nesse momento histórico. Guardar essa "recordação" de um momento emblemático. E não para dizer: "você é meu herói".

Portanto, não tire conclusões sobre o caráter, a forma de visão e os valores das pessoas que fizeram fotos com Eike Batista. Muito menos concluir que elas o consideram "um herói", "um exemplo", "um injustiçado".

Ao contrário, com seu texto, você acaba por revelar muito mais do SUA própria mentalidade e muito menos evidenciar o que outros pensam. continuar lendo

Se a pessoa mais falada no momento fosse um criminoso negro e pobre com certeza selfie seria a última coisa que as pessoas fariam. É evidente que existe uma seletividade enorme quanto ao tipo de bandido que a sociedade acha que deve morrer. continuar lendo

Bem por aí, mesmo.

Se Bill Gates fosse à falência e aparecesse um dia numa rodoviária qualquer dos EUA, muitos iriam querer fazer uma selfie.

Daí a dizer que são todos fãs do Windows já é meio forçado. continuar lendo

Há algum tempo visitei a Colômbia. Lá, comentamos sobre a possibilidade de visitar algum lugar e aventamos o túmulo de Pablo Escobar (havíamos assistido Narcos há alguns dias). Não sou fã de Pablo Escobar, ele fez atrocidades, mas, segundo o exposto no texto, tirar uma foto no túmulo dele me tornaria um aficionado pelo narcotraficante. continuar lendo

Prezado John,

No item 2 (dois) você entrou em incoerência: "você acaba por revelar muito mais do SUA própria mentalidade". Ora, como saber que o cidadãos que tiram foto com Eike pensa igual o que você descreve no item 2. Por que seria sua tese e não a do autor?

No caso em específico aplico a presunção de inocência para o Eike, como em qualquer outro caso. Mas, que uma parcela da sociedade é seletiva é... bandido bom é bandido morto? Ora, discordo da tese, mas reconheço quando há coerência. Caso uma pessoa positive no seu intimo uma conduta a ser penalizada com a morte (que discordo), mas aplique a TODOS, haverá coerência. O grande problema são os seletivos, qual seria a conduta? crimes contra a honra é crime, não é contravenção, mesmo sendo de menor potencial ofensivo.

Por que muitos comemoram mortes no presídio sem saber qual a ficha criminal dos mesmos?

O problema como o autor colocou: bandido bom é bandido morto, porém depende do bandido, se tiver minha simpatia, for meu amigo, não pratico o bandido bom!

A SELETIVIDADE que é o grande problema! O direito é do FATO e não do AUTOR. continuar lendo

Pedro Carvalho, ir à falência não é crime. E a adoração ao Eike é mais uma das hipocrisias dos ditos "meritocratas" , já que ele sempre teve ligações espúrias com o Estado, em todas as esferas e todos os poderes. Tudo que conseguiu, e o que não, foi à base de muito apoio estatal. continuar lendo

John Doe; irretocavel o seu comentário, PARABÉNS!!!! continuar lendo

Faz assim, vai lá na gaiola de Fernandinho Beira Mar, faz uma visita de cortesia e tira uma selfie com ele. Os guardas deixam. Depois pôe numa moldura e pendura na parede da tua casa junto com a de Batista. continuar lendo

Não pode ser sério isso, não acredito que a loucura chegou a esse ponto: "tirar selfie porque é um momento histórico", nossa, agora eu li de tudo mesmo. Mandou muito bem o articulista a sociedade está doente, olha a prova aí. continuar lendo

Este comentário merece refletir em toda sociedade.Excelente texto e na minha modesta opinião coaduna com que as sociedades de massas pensam á respeito. continuar lendo

Dino Silva, você acha que o mérito de uma foto com o Eike é o fato de ele ter praticado crimes ou o fato de ele ser uma celebridade?
Você acha que o povo tira foto com ele porque ele é criminoso ou porque é o famoso Eike Batista?

Se fosse pelo crime, todo mundo ia querer uma foto com Sergio Cabral, ou com o Dirceu, já que esses são muito mais criminosos do que o Eike.

Ora.... continuar lendo

Pedro Carvalho, se você quis dizer que quiseram tirar selfie com o Eike porque ele é uma celebridade como outra qualquer, então qual a necessidade da analogia entre um empresário corrupto e um empresário em uma hipotética falência? Deu a entender, pelo menos para mim, que você equiparou corrupção ativa à falência. continuar lendo

Amigo você arrebentou, ele foi tão hipócrita no seus argumentos, que, se quer, foi capaz de acusar com provas algum traidor que ele desenhou em suas falacias. continuar lendo

Não, Dino Santos.

Tanto no caso do Eike quanto no exemplo do Bill Gates, as pessoas tiram foto por se tratar de uma celebridade.
Poderia ser o Neymar, ou a Madonna, ou o Papa, independente de denúncias sobre sonegação fiscal, incitação à promiscuidade ou pedofilia na Igreja Católica, respectivamente.

Posso te dar um exemplo extremo?
Tem gente que se dispõe até a tirar foto com o Lula, apesar de tudo....Acho que aí, sim, é muita capacidade de "abstração". continuar lendo

O bom ladrão, John Doe, que fisicamente não agride ninguém, está desviando dinheiro de educação e saúde públicas. O bom ladrão, John Doe, está deixando crianças sem educação de qualidade, sem merenda na escola. O bom ladrão, John Doe, que tem a simpatia das pessoas, ele está matando pessoas na fila do SUS. continuar lendo

Prezado Hyago, concordo com sua leitura, mas ao mesmo tempo temo que tal interpretação não seja tão fácil de ser alcançada pela maioria.

Uma coisa é tirar fotos no túmulo pelo simples fato de ter assistido a série. Outra bem diferente é a forma como estas fotos serão publicadas e ainda mais crítico: Qual o resultado destas publicações aos que as recebem?

Lembro de quando era criança e a cada semana queria ter uma profissão diferente, de acordo com filmes ou desenhos que assistia. Não preciso ir muito longe, há alguns anos atrás me lembro como vibrava e desejava, mesmo que temporariamente ser lutador de artes marciais ou aderir a diversos hobbies por conta de tais influências.

Acredito que você e Eu conseguimos discernir uma foto no túmulo de uma marca vendida no Netflix e a apologia à ideia "Mas ele tá rico e tu?" como tão bem expressado no artigo, mas será que todos têm tal capacidade?

Forte abraços e obrigado pela discussão. continuar lendo

Sei, vc acha então que alguém iria fazer selfie com o maníaco do parque ou o Champinha? O texto, ao meu ver, está corretíssimo. continuar lendo

Que lógica estranha!
Quem faz selfie com o assaltante de banco, com o traficante, com o ladrão de carros?
Quem é que faz selfie com quem não admira? continuar lendo

Apenas para dar um exemplo: se Eike Batista estivesse algemado num camburão, ou carbonizado nas ferragens de um carro, muitas pessoas não iriam lá tirar uma selfie do momento?

Mal gosto, concordo, mas um fenômeno super comum desses tempos de WhatsApp e Facebook.

Quem não tiraria uma selfie junto ao corpo do uma celebridade morta? Poucos (eu não faria).

Fato é que o sucesso nas visualizações em redes sociais transforma uma selfie em pepita de ouro. Seja uma princesa Diana agonizando no carro, seja um ex-bilionário indo preso.

Nos suicídios ocorridos dentro do fórum trabalhista da Barra Funda não foram poucos os que fizeram questão de registrar e divulgar os corpos estourados no chão.

Feio? Muito.
Porém completamente dentro do esperado nessa cultura voyeur em que vivemos e da qual não abrimos mão.

Pago meus impostos, logo tenho direito a ver um bom cadáver, ou um magnata indo em cana.
É o "Zeitgeist". continuar lendo

Concordo, John Doe, que fazer selfie com alguém conhecido não é, necessariamente, dar-lhe crédito ou apoio, mas confesso que não gosto da moda. Eu, por exemplo, não gostaria de tirar selfie com Eike Batista, Sérgio Cabral, Renan Calheiros, Lula ou Dilma Rousseff. Prefiro me deixar fotografar junto à estátua de Tiradentes, de José Bonifácio ou de Ruy Barbosa. Pelo menos estes fizeram alguma coisa pelo país. continuar lendo

@jadedalfior

Prazada Jade,

Em um álbum antigo de família que há na casa da minha avó existe uma fotografia onde aparecem diversas pessoas do lugarejo que deu lugar à cidade posando para uma foto junto a alguns policiais e ao centro, montado sobre um cavalo e devidamente imobilizado, um delinquente desse tipo que hoje não queremos mais tirar foto perto. Reitero que não era um ladrão de galinhas daquele tipo que sempre existiu em todo lugar, mas um bandoleiro que estava sendo caçado por todo o estado.

Note, minha cara, que naqueles tempos bandidos no nível dos westerns que viriam na década de 60 eram raros de se ver no norte do Paraná. Além disso os que existiam espalhados pelo pais não estavam diariamente estourando caixas eletrônicos, traficando, matando à rodo, degolando comparsas, espancando criança para se vingar de comparsa que "caguetou" por vingança pelo "chefe" não ter respeitado a sua esposa, e assim vai.

Há nos álbuns a foto de um caminhão Chevrolet, Ford ou Internacional que pegou fogo quando trafegava na rua perto da casa dos meus avós. Naquela esquina no ano passado aconteceram pelo menos três acidentes de grande monta (dois ouvi) e dois tiveram óbitos, mas há uma foto no álbum de família? Infelizmente não é mais história, apenas rotina.

Ou seja, era a novidade! Cobras maiores do que quebra-molas e demais animais selvagens, cobras mamando em grávidas, ter de descer para empurrar o ônibus, dentre outras coisas faziam parte do cotidiano.

Contextualizando para o caso do Eike ter um bilionário brasileiro (qualidades que costumeiramente são sinônimos de impunidade) praticamente cantando "The House of Rising Sun" no saguão do aeroporto enquanto cumpre amargamente o seu destino é novidade!

https://www.youtube.com/watch?v=M65oxLhyoL4

No mais se eu estiver em Curitiba no dia em que o Lula for à pé até lá ficarei feliz se ele se dispuser a tirar uma fotografia comigo na frente da delegacia da PF assim como Batista fez para aquelas pessoas a fim de guarda-la como recordação. continuar lendo

@pedrocarvalhomeioambiente

Como eu disse, com o Lula eu tiraria a foto nas condições do meu outro comentário. continuar lendo

@hyagootto

Jamais me aventuraria a tanto pois poderia acabar me excedendo e não gosto disso. continuar lendo

Nobres colegas, não se pode olvidar, tanto no Brasil, como em outros países, existem pessoas que admiram criminosos e muitos deles, se tornam heróis destas pessoas, talvez por afinidade, por outro motivo pessoal ou até por identificação de caráter, não tem coragem de fazer, contudo, admira quem faz. Não estou censurando o rapaz que fez a Selfie, pois não encontra- se explicito no texto, qual seria o motivo ou finalidade da Selfie tirada, portanto, não se pode afirmar que o rapaz é admirador do suposto criminoso do colarinho branco. Não se pode ainda olvidar, predomina ainda no Brasil uma cultura de apoio ao político corrupto com os seguinte jargão. " Ele rouba mas faz ". Diante desta notória realidade, não é assombroso se deparar com casos semelhantes ao ora apresentado no texto. Se em nosso país, há pessoas renomadas que defendem o fornecimento de drogas aos presidiários e ainda, adoção de sexo livre nos presídios. Espera-se o que? A conduta do rapaz é reprovável, talvez, é imoral, não sei. Existe um velho adágio popular que diz: A necessidade do sapo, faz ele pular ". Então, não podemos massacrar o rapaz, o que me faz lembrar de outro adágio popular que diz; " A cobra que não anda, não engole sapo ". Quanto ao Eike, vamos aguardar o desfecho dos próximos capítulos desta novela prisional. Digo mais, dada as circunstâncias dos fatos e a idade do mesmo, ele irá fazer a delação premiada. Vamos aguardar, ele é um arquivo vivo, tinha acesso em todos os níveis políticos do país. continuar lendo

Talvez o texto decorra da dificuldade que muitas pessoas têm apresentado de entender que há crimes mais reprováveis pela sociedade e menos (sem entrar no mérito da correção da avaliação).
Por isso muitos reclamam que lincha-se o estuprador mas se suborna o guarda de trânsito.
Ambas as condutas criminosas, mas notadamente com grau de reprovabilidade diferente na sociedade.
Ruim é quando usam essa variação para fazer proselitismo de luta de classes, como no texto.
A maior parte dos presos é por tráfico, roubo, homicídio e furto.
O óbvio: há mais pobres presos porque há mais pobres do que ricos.
Além disso, também há mais pobres presos porque ricos vêm usando todo tipo de artifício legal para não serem presos.
Ocorre que, ao invés de defender o fim destes artifícios, o combate à impunidade, os que falam em "luta de classes" apenas querem estender a impunidade a todos. continuar lendo

Esse seu texto me deu uma vontade de querer tirar uma selfie com o comandante do presidio para "registrar" minha presenca no momento histórico da chacina..........eita nóis......treta brasilis continuar lendo

@ricardobecker

A crise do encilhamento...

https://pt.wikipedia.org/wiki/Encilhamento

Tudo bem que havia bem menos conhecimento sobre o funcionamento do mercado financeiro e a economia em geral, especialmente no Brasil, mas em questões de homenagens é bom sempre cuidar antes de colocar a mão no fogo por alguém pois pode queimar. continuar lendo

E, o seu texto ignora o obvio!!
Duvido que vc tiraria selfie com um ladrão de celular!!
Ignorar a história, a conhecendo, é o que faz o brasileiro ter o país que tem!! continuar lendo

Parabéns, faço minha vida duas palavras! continuar lendo

concordo, a mentalidade dele, o que escreve, é de cão raivoso, começa julgando "os selfieadores estavam ali pelo q ele tem, não pelo q ele fez" ou seja, sabe ler mentes por fotos, deveria condenar, ou chamar de criminosos todos "idiotas" sócios dele, como grandes empresas britânicas, alemãs, chinesas, japonesas, americanas, etc., todas idiotas, ele, quem escreve, é o único lúcido e honesto do planeta, como diria F.Pessoa, jamais mentiu, traiu, foi vil, sempre foi principe...argh continuar lendo

concordo, as a mentalidade dele, o que escreve, é de cão raivoso, começa julgando "os selfieadores estavam ali pelo q ele tem, não pelo q ele fez" ou seja, sabe ler mentes por fotos, deveria condenar, ou chamar de criminosos todos "idiotas" sócios dele, como grandes empresas britânicas, alemãs, chinesas, japonesas, americanas, etc., todas idiotas, ele, quem escreve, é o único lúcido e honesto do planeta, como diria F.Pessoa, jamais mentiu, traiu, foi vil, sempre foi principe...argh continuar lendo

É de grande valia a leitura, artigos assim deveriam ser lidos em salas de graduação para que forcem os estudantes a ter posicionamentos mais críticos em relação a várias curvas do nosso sistema.
Infelizmente a seletividade em nosso país é gritante, enaltecer o bandido rico é praxe no Brasil. continuar lendo

Ele é bandido, já foi condenado? continuar lendo

Romero Carvalho, parabéns pelo oportuno comentário! continuar lendo

Perfeito Roberto Barros, é exatamente disso que o texto fala, não é pra executar sumariamente o Eike, mas sim garantir para negros o pobres os mesmos direitos de julgamento justo que muitas vezes são negados, tomara que todos pensem igual a você antes de linchar pessoas nas ruas. continuar lendo

Roberto, acho que esse e justamente parte do que o autor trata. Esse direito a duvida so existe para crime de branco rico continuar lendo

Sim, a seletividade é a mesma que emprega ou desemprega por essa ou aquela cor. É a mesma que gosta desse tipo e não daquele. É a mesma que diz que aquela pessoa não tem cara de bandido, mas aquele tipo ali tem. O país mais hipócrita do planeta Terra tem de tudo, do Oiapoque ao Chauí. continuar lendo

E os que são linchados nas ruas??? São bandidos? Tiveram o direito ao contraditório e ampla defesa??? E a presunção da inocência? Não! Só os ricos tem esses direitos nesses país! O Eike Batista é realmente um santo! Que o diga o Estado do Rio de Janeiro! continuar lendo