jusbrasil.com.br
7 de Junho de 2020

Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas da Advocacia emite nota em defesa de advogada

Por Redação

Canal Ciências Criminais, Estudante de Direito
há 7 meses

A Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia do Conselho Federal emitiu nota pública em defesa da advogada Daniela Andrade de Lima Borges. Na data de ontem (06), a procuradora, durante sustentação oral no Supremo Tribunal Federal (STF), foi advertida pelo ministro Marco Aurélio após ter usado o pronome de tratamento "vocês", em vez de "Vossas Excelências".

Confira a nota da Comissão:

A Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia do Conselho Federal anseia por um Brasil verdadeiramente republicano, um país onde só pode haver uma excelência: o povo.

Ontem, como todos os dias, a única excelência presente no tribunal era o povo, que bate às portas do STF sedento por justiça, esperançoso em encontrar juízes que respeitem os preceitos republicanos, que trabalhem por um Brasil mais livre, justo e solidário.

Já superamos os tempos colonialistas e ditatoriais, República é o que somos. O Judiciário também é uma “res pública”, coisa do povo. A República há de tocar, definitivamente, o Judiciário, não há mais espaços para cortes e reis da justiça.

Somos todos iguais, já é tempo de compreender que a carta despreza liturgias e costumes inadequados aos novos tempos republicanos. Nas tribunas do Poder Judiciário a advocacia fala em nome do excelentíssimo povo e merece respeito de todos vocês juízes.

Por falar em nome e pelo povo, se há alguém que devesse ser chamada de excelência, ontem, esse alguém era a mulher advogada Daniela Andrade de Lima Borges.

Que viva e resplandeça cada vez mais a nossa excelência advogada Daniela Andrade de Lima Borges, que o seu exemplo renove os nossos ânimos para trabalharmos, cada vez mais, por um Judiciário verdadeiramente republicano.

Alexandre Ogusuku

Presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia


Fonte: Canal Ciências Criminais

Quer estar por dentro de todos os conteúdos do Canal Ciências Criminais?

Siga-nos no Facebook e no Instagram.

Disponibilizamos conteúdos diários para atualizar estudantes, juristas e atores judiciários.

3 Comentários

Faça um comentário construtivo para esse documento.

Não use muitas letras maiúsculas, isso denota "GRITAR" ;)

Precisamos molibilizar os Advogados para um movimento constitucionalista. Só uma nova Constituição poderá pôr fim a determinadas condutas e práticas que atrasam o progresso do Brasil há muito tempo. Devemos escolher delegados eleitos por candidaturas independentes de filiação partidária, em cédulas de papel, proibida a eleição de parlamentares e ex-parlamentares para elaborar a nova constituição. continuar lendo

Precisamos é começar a exigir que nossa Constituição seja respeitada, eu jamais faria uma sugestão como essa, olha os representantes eleitos, colocá-Lola para elaborar uma nova constituição é jogar no lixo a democracia brasileira, que nos permite discordar inclusive de um membro do Supremo, que primando por um Manual da Presidência da República sentiu-se ofendido ao ver que houve um pronome de tratamento inadequado, e que com isso, apenas ganhou Mais antipatia, pois há pouco teve um gesto semelhante. A nossa Constituição deve ser defendida a todo custo, ela é base teórica em que nos apoiamos e nos socorremos na maior parte das situações. continuar lendo

@angelafurlaneto1 , parece que você não entendeu o que eu disse no meu comentário. 1) delegados eleitos para a finalidade de elaborar uma nova Constituição; 2) eleitos por candidaturas independentes de filiação partidária e por cédulas de papel; 3) proibida a eleição de parlamentares e ex-parlamentares para elaborar a nova Constituição.
Discordo da sua defesa incondicional da atual Constituição por dois motivos principais:
1) assegura o foro privilegiado a MILHARES de agentes públicos dos Três Poderes, o que significa IMPUNIDADE.
2) permite que a Constituição seja alterada frequentemente e substancialmente ao sabor do humor e do interesse dos parlamentares. continuar lendo