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30 de Março de 2020

Delegado de Prerrogativas da OAB/MG recomenda desagravo público a advogado ofendido em audiência

Por Redação

Canal Ciências Criminais, Estudante de Direito
há 3 meses

O caso da juíza que mandou o advogado calar a boca em audiência e o chamou de "péssimo profissional" vem repercutindo nas redes sociais. Enquanto centenas de advogados tacharam a situação de "absurda", a Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) emitiu nota pública em defesa de juíza Andréa Miranda, para quem a magistrada tem uma "carreira impecável".

Confira o vídeo do episódio:

https://www.instagram.com/p/B61fHT7DT83/

Após o ocorrido, o Delegado de Prerrogativas da OAB/MG, José Antônio Guimarães Fraga, lavrou auto de constatação, referindo que a magistrada se dirigiu ao advogado de "maneira descortês, ofensiva, inapropriada, deselegante e inoportuna". O documento recomenda à presidência da OAB/MG que proceda ao desagravo público do advogado Dario Dias dos Santos.

Clique AQUI para ler o auto de constatação da OAB/MG.


Fonte: Canal Ciências Criminais

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3 Comentários

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Quando é que o advogado vai aprender que, conforme o ato praticado pelo juiz, ou por quem quer que seja, ele pode dar voz de prisão em flagrante.

O áudio é péssimo e não dá para entender a motivação da pendenga, mas se a magistrada estivesse em situação de abuso de autoridade, cabia ao advogado dar voz de prisão, chamar imprensa e tudo o mais de direito.

A verdade é que existem advogados que desonram a beca. continuar lendo

Concordo. Não dá pra gente emitir juízo de valor só porque a juíza mandou o profissional calar a boca e disse que ele é péssimo profissional. O que dá pra perceber no áudio é que o advogado estava tentando calar a boca da juíza, não a deixando concluir o que estava a dizer. A cortesia é via de mão dupla. Eu não vi o advogado refutar com propriedade, pedindo questão de ordem para contrapor seja lá o que fosse que a juíza estivesse fazendo. Ele estava todo arrogante tentando passar por cima da juíza. Ele foi desrepeitoso primeiro. Eu, se fosse juíza, pra não me colocar na situação de perder a razão, xingando o outro de péssimo profissional, faria o que já vi um juiz do trabalho fazer uma vez: suspender o ato até que a ordem fosse restabelecida. O juiz que preside o ato pode fazer isso. Melhor de que cair na esparrela de ficar batendo boca com o advogado. Mas enfim, do pouco que deu pra ver, a impressão que tive é que o advogado provocou a situação quando tentou calar a juíza falando mais alto que ela. Isso também é errado. Pra opinar mais que isso e tomar partido, eu teria que ter estado lá e testemunhado a coisa toda, e como não estava, deixo aí a reflexão: pra exigir respeito, temos que respeitar. Isso não se aprende nem em mil anos de estudos jurídicos. Isso é pai e mãe quem nos ensina. continuar lendo

Dra. Christina. Boa noite.

Como sempre seus comentários vão além da simples opinião. A solução em suspender a sessão, por você sugerida, seria o mais adequado dentro do cerimonial que envolve uma audiência.

De fato, a cortesia e o respeito, fazem parte de uma via de mão única.

Se for para "bater boca" eu prefiro ser radical e dar voz de prisão por abuso de autoridade. Com certeza, com esta atitude radical, não haveria esta ridícula e vergonhosa situação para ambos os lados.

Abraços. continuar lendo