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7 de Junho de 2020

Advogado é preso durante audiência em Ceilândia (DF)

Por Redação

Canal Ciências Criminais, Estudante de Direito
há 5 meses

Um advogado foi preso durante uma audiência no 3º Juizado Especial Cível de Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal (DF). Um vídeo gravado por testemunhas que aguardavam as próximas audiências expõe o momento no qual seguranças do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) tentam levar o advogado para fora, a pedido da magistrada.

A confusão começou quando o defensor solicitou que a juíza incluísse o depoimento de uma testemunha do caso na ata da audiência. A magistrada negou o pedido do advogado, por considerar que não havia necessidade de registro de informação da forma solicitada pela defesa. Iniciou-se, então, um bate-boca na audiência, e a juíza pediu que o advogado se retirasse da sala.

O procurador não atendeu ao pedido, e a magistrada então de voz de prisão contra ele. Ao ser cercado por seguranças, o defensor se recusou a deixar o juizado sem a presença de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB):

Estou no mesmo nível dela [magistrada] e estou defendendo minha prerrogativa.

Clique AQUI para assistir ao vídeo.

Foi lavrado boletim de ocorrência por desacato à autoridade. O caso será investigado.

Fonte: Canal Ciências Criminais


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56 Comentários

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Saudades do tempo em que a OAB não era encarada como um trampolim político, na pior acepção da palavra, e mais, seus dirigentes eram respeitados e ouvidos antes de almejar tão importante cargo.

Hoje, nem é preciso dizer ou investigar muito para se dar conta do que virou, principalmente a OAB Nacional, sempre associada a polêmicas, muitas dessas estéreis, e extremamente tímida quando se trata da defesa das prerrogativas profissionais de um classe que, cada dia mais, encontra menos defesa e prestígio por parte de seus principais dirigentes.

A entidade precisa urgentemente definir a que se propõe. Ser uma entidade de classe que realmente defenda o interesse de seus membros, ou um partido político que se sujeita aos interesses, muitos inconfessáveis e não assumidos publicamente, de seus principais dirigentes, seja em nível nacional e estadual. continuar lendo

Concordo plenamente caro colega. Me permita acrescentar que a anuidade da classe é uma das mais caras! continuar lendo

Peço venia, para assinar abaixo do comentário. continuar lendo

Lamentável esse episódio!

No fundo, isso é reflexo de uma entidade frouxa, com uma sanha arrecadatória, que não protege o advogado, especialmente aquele que não atua junto a bancas famosas. continuar lendo

Lei de abuso de autoridade nela. continuar lendo

O problema é que quem julga também é juiz e o corporativismo dá as cartas. É um amiguinho julgando outro na Lei de Abuso de Autoridade, para os juízes esta lei será letra morta. continuar lendo

Rafael Guimarães, assim como o capítulo II da Lei 8.906/94 é letra morta para muitos "deuses do judiciário". continuar lendo

Esta a razão pela qual sou a favor de um CNJ independente. Na sua presidência jamais deveria ter alguém do judiciário. É incompatível presidir o Conselho e ao mesmo tempo a Suprema Corte (ultima instancia judicial do País). continuar lendo

Os abusos de magistrados por todo o Brasil só pioram. Isso vai terminar mal. continuar lendo