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11 de Abril de 2021

Lado negro da Internet esconde fraudes, pedofilia e experimentos humanos

Canal Ciências Criminais, Estudante de Direito
há 6 anos

Por Redação

De acordo com dados da Pesquisa Brasileira de Mídia, realizada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, indica que 76% (setenta e seis por cento) das pessoas acessam a Internet diariamente, com uma exposição média diária de 4 horas e 59 minutos de segunda à sexta-feira e 4 horas e 24 minutos nos fins de semana.

Segundo o estudo, 67% (sessenta e seis por cento) dos internautas buscam informações, 38% (trinta e oito por cento) utilizam para passar o tempo e 24% (vinte e quatro por cento) em estudo e aprendizagem. A maioria dos usuários não sabe, contudo, que existem áreas sombrias da rede mundial de computadores, as quais somente podem ser acessadas com as ferramentas corretas e o conhecimento apropriado para tanto.

Como explica a professora de Engenharia Elétrica e Computação, Pollyana Mustaro, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a deep web, como é chamada, constitui a parte da internet que se pauta no anonimato, ou seja, não é indexada pelos motores de busca, sendo que a proposta do software The Onion Router (TOR) é promover a liberdade de expressão em diferentes âmbitos, dentre os quais se destacam o jornalístico, o científico e o político.

Segundo a especialista, neste cenário surgiram então as darknets, redes privadas para compartilhamento de informações sigilosas criptografadas. “Contudo, esta proposta também pode ser utilizada para contravenções e atividades ilegais como terrorismo, pedofilia, experimentos humanos, contratação de assassinos de aluguel, comércio de armas, compra de remédios e venda de dados de cartões de crédito. Assim, ao mesmo tempo em que se propicia a livre expressão do pensamento, também se estabelecem mecanismos para o funcionamento do crime organizado digital, mas fica a questão, o que o usuário pode fazer para se proteger?”, cogita.

A professora Pollyana detalha que uma das medidas específicas em relação a cartões de crédito, por exemplo, é atentar para o tipo de anexos que são enviados em e-mails, pois podem conter arquivos maliciosos que possibilitam abrir portas no sistema operacional para o monitoramento das atividades do usuário, permitindo capturar o número do cartão e o código de segurança.

Da mesma forma, também se deve observar a certificação digital em sites de comércio eletrônico e atentar para os casos em que se recebe, por exemplo, um telefonema da suposta operadora de cartões para obtenção de informações por meio de engenharia social. Tais práticas podem permitir a obtenção de dados que, posteriormente, sejam vendidos e/ou veiculados nas darknets ou utilizados para outras finalidades.

5 Comentários

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No TV justiça teve um curso sobre direito penal informático, que foi ministrado pelo Professo Aureney Brito, onde abordou sobre a deep web, é muito interessante. Dizem que realmente é sinistro, e a surface que utilizamos é apenas uma pequena porcetagem, por isso que o símbolo da deep web é um iceberg, mas nem tudo lá é mau afirmam alguns, por exemplo informaram que lá está disponível o acervo da biblioteca de alexandria. continuar lendo

Ainda, desconhecemos o potencial da rede mundial de computadores, os crimes cibernéticos já habitam o nosso meio faz tempo. Vivemos atualmente em mundo real e virtual, no real temos nossa conduta moldada por fatores sociais e legais, já no virtual não possuímos limites, não somos vigiados, tamanha liberdade abre margem a potenciais benéficos e maléficos. Hoje falta mecanismos eficazes para vigiar e limitar a utilização da rede, ainda, logo penso que quando surgir tal mecanismo, viveremos um impasse entre o direito de privacidade e o bem social, deveras que o segundo deve prevalecer, sem nunca ceifar o primeiro que deverá estar conforme o principio fundamental da dignidade humana. continuar lendo

Lembrando que a web "normal" também pode ser anônima.
Não é difícil clonar o acesso gratis em lanchonetes e cia, e mesmo que se exija cadastro com CPF não é difícil (Na verdade é bem rápido, 1 minuto), é só capturar meia duzia de MAC Adress de outros usuários, esperar irem embora a acessar pelo registro deles, anonimato total com relação à origem.
(Ou colocar antena direcional em cima de casa e clonar conexão de vizinho distante)

Essa imagem que a web "normal" é identificável não é tão verdadeira, é bastante simples ser anonimo nela.

E também a web "normal" não é tão inocente, eu acho extremamente deprimente entrar nas redes sociais (Me rendi a elas tem pouco mais de 12 meses) e ver um monte de posts endeusando artistas ou jogadores de futebol, pessoas que não produzem nada útil pra sociedade, acho extremamente deprimente ver gente postando hoaxes ou exoterismos como se fossem fato científico, acho bem deprimente ver os bilhões de acesso a futilidade tipo site de fofoca ou humor pastelão quando sites de conteúdo relevante (Técnico e científico) tem apenas centenas de acessos.

E existe algo que poderia ser um meio termo entre a web popular e a deepweb: O mundo warez. Sites de troca de conteúdo (p2p ou via hospedagens na web) são relativamente "sem limites", alguns assuntos são vedados nos posts (Pedofilia, armas e drogas geralmente) mas são citados indiretamente, e... não custa nada olhar o email do autor na assinatura, o contato direto por email, ou mesmo pelo sistema de mensagens privadas desses sites, que é encriptado pro admin, e não é visível por mais ninguém além dos 2 usuários. Enfim, é perfeitamente possivel ter contato com o crime na web "normal", o mundo warez é feito de comunidades pequenas então não chama atenção e dá trabalho monitorar, e até fora dele há pequenas comunidades voltadas pro crime (Exemplo classico: Venda de receptores piratas pra TV paga via satelite. A lei faculta a venda disso mas tem site .com e hospedado no brasil vendendo, como é site de pouca visibilidade isso fica anos no ar.

A web é como a deepweb: Você só faz mal uso se quiser, tem que ter uma falha ética prévia pra chegar lá e procurar algo indevido.

A web está cheia de usos indevidos a meu ver, uma enorme rede com informações sendo usada pra "declarar o amor a um cantor sertanejo" pra mim é tão degradante quanto baixar filme pirata no mundo warez ou procurar maconha na deepweb. continuar lendo

Obviamente que a internet é usada para "rastrear" pessoas, consumidores e países. Quem detém o poder tecnológico faz e desfaz o que julgar necessário. O resto é balela. Controlar tudo isso, como? É a mais pura ilusão. Para as gerações Y e principalmente Z, a internet é mais real do que virtual. E acostumem-se com isto, pois mesmo que não "queiramos" ou "aceitamos" essa nova forma de "mundo", as coisas tendem a ser muito mais virtuais. E, novamente, alguém tem alguma ideia de como "controlar" isso, além de ações isoladas e sem repercussão alguma? continuar lendo